Antônio Machado Melo é filho dos remanescentes mais históricos da fundação de nossa querida Batalha. Nasceu em 17 de agosto de 1912, filho de Anna de Castro Machado Melo - Nanoca e Messias de Andrade Melo, este, de tradicional e importante família de desbravadores da antiga vila de Santo Antônio do Surubim, atual e bela cidade de Campo Maior. Do lado materno, Machado Melo descende, em linhagem direta, de políticos de grande inportância e influência no contexto histórico da Província do Piauhy.
Era bisneto de Amaro José Machado, português que foi o primeiro administrador da Vila da Batalha, pelos idos 1850. Amaro era casado com Anna Francisca de Miranda, de importante clã familiar que, chegando ao Brasil, radicou - se na região de Piracuruca. Da família, citamos, ainda, o Major José Rodrigues de Miranda, que foi influente na Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, e, antes, mandou erigir "às suas expensas", o templo de São Gonçalo, em Batalha.
Messias de Andrade Melo, pai de Machado, administrou Batalha por várias oportunidades. É nome do Hospital de Batalha.Casou com Anna de Castro Machado (Nanoca).
Antônio Machado Melo, faleceu em 02 de julho de 2001, aos 89 anos, no Hospital Casamater, em Teresina, rodeado pelo amor de seus filhos e filhas. Foi casado com Dedila Freitas Melo, de saudosa memória. E desse enlace, nasceram: José - médico, mora em Salvador; Clóvis, Antônio e Célio - Agropecuaristas, moram em Batalha; Amaro José - empresário; João Messias, ex - Prefeito de Batalha; Maria do Socorro (que deixou muitas saudades, mãe de nossas queridas Anucha e Natacha); Paulo de Tarso, Ana Lúcia e Jacqueline (querida amiga, companheira de alegrias e tristezas...).
Continuará sendo, por muitos anos, ainda, um dos maiores cidadãos de Batalha. Seu destaque no mundo político piauiense é notório e da maior relevância. Suas ações em beneficio do povo batalhense, suas obras, construídas com o pensamento voltado ao desenvolvimento da terra - máter e, acima de tudo, seus exemplos de cidadão, de homem público, de esposo e pai, continuam para a posteridade. Foi odiado e amado!
O busto de bronze, que espera, ainda, uma placa dígna de sua história, inaugurado na praça central de sua Batalha, perpetua a inigualável e brava história de vida: um caso de amor para com seus conterrâneos.
A Crônica acima é de Autoria de Milton Martins Vasconcelos Filho, O Miltinho, publicada em julho de 2002 em um Jornal Impresso e republicada em 30 de novembro de 2006, em seu Blog.
_______
ANTONIO MACHADO MELO: UM BATALHENSE DE VALOR
17 de agosto de 2012: uma data marcante na história do município de Batalha. Um momento especial para nós, batalhenses, que será lembrado com júbilo, pois, nessa data, um dos filhos mais ilustres dessa terra completaria 100 anos. O registro dessa data no percurso histórico da Terra da Ametista mostra o incomensurável valor que Antonio Machado Melo possui para os batalhenses.
Antonio Machado Melo ou, simplesmente, “Seu Machado”, é merecedor de nossos aplausos pelo homem de garra, determinação, coragem e, sobretudo, ousadia que foi. Essas são virtudes que marcaram sua vida familiar, na educação dos seus 10 filhos, e sua vida política, enquanto Deputado Estadual do Piauí e Prefeito da “filha do sertão deste Brasil” que tanto recebeu sua atenção e trabalho. São virtudes recebidas dos seus pais Messias de Andrade Melo e Ana de Castro Machado, responsáveis por terem educado este grande homem inserido em um ambiente de justiça, desde a infância.
Assim, respaldado nesses valores e princípios, Machado Melo edificou uma base familiar consolidada, ao lado de sua esposa Dedila Freitas Melo, uma mulher dedicada à família e à causa das pessoas mais carentes dessa terra “plantada nos rincões do Piauí” e que, como diz o Nicodemos Rocha no Hino de Batalha, é “forte, impávida, bela e viril”, terra essa que nós tanto amamos.
Sempre contando com a ajuda da esposa e dos filhos, o ilustre batalhense que, tal como nossa terra berço, é “orgulho dos que nascem por aqui”, percorreu uma trajetória que serve de parâmetro para todos nós. Seu senso de justiça, competência administrativa, visão de futuro, conceito de progresso e disposição para o trabalho são traços marcantes na sua vida e que devem servir de espelho para todos os cidadãos batalhenses, de forma especial aos que se arriscam em percorrer o caminho da política e da administração pública.
Até a presente data, nenhuma autoridade batalhense conseguiu imprimir seu nome de forma tão forte na vida e no cotidiano do município. Dificilmente andamos pelas ruas de Batalha sem encontrarmos os feitos deste grande homem que, até hoje, “de confiança enche a nossa alma”. Dessa forma, torna-se difícil imaginarmos esse município sem os feitos de Machado Melo, essa figura que é a maior referência dos batalhenses no que diz respeito a realizações, o homem que, buscando uma terra melhor para se viver, levou a sério o verso “lutando para ser sempre melhor”. Eu diria que Machado melo foi o grande arquiteto da nossa querida Batalha.
Hoje, 17 de agosto de 2012, o povo de Batalha homenageia Antonio Machado Melo. No centenário desse batalhense ilustre, que sempre esteve “preparado pra peleja”, nós estamos a vibrar com emoção tal qual “o farfalhar dos canaviais” de nossa terra. Nossa mente está reluzindo como a “ametista tremeluz” em sinal de respeito a esta grande figura por seu caráter e brilhantismo, pois, com um sentimento de justiça e de gratidão, uma personalidade dessa envergadura precisa ser sempre lembrada por ter sido alguém que se dedicou de maneira fora do comum a essa terra, de forma que continue a exercer um papel de exemplo para os conterrâneos. Desse modo, a cada um de nós, batalhenses, cabe a responsabilidade por preservar e manter o legado que Machado Melo deixou como herança, principalmente por ter sido um político exemplar e um homem de princípios e valores fortes, que deles não se desagarrava, o que lhe proporcionou uma atividade política marcada pelo diálogo respeitoso e habilidoso inclusive com quem possuía opiniões divergentes das suas. Esse grande filho de Batalha nos ensinou que a arte de fazer política traduz-se no conceito de política como virtude, no sentido de buscar respostas satisfatórias aos desejos da população e a construção de uma nova sociedade.
No mundo em que vivemos hoje, marcado pelas crises e pelas ameaças das mais diversas formas, precisamos nos encher de otimismo e esperança, nos esforçando para mantermos atitudes que contribuam para a preservação dos nossos valores e princípios éticos, de forma que as nossas virtudes possam superar os males advindos dos vícios e das irresponsabilidades administrativas. Nesse sentido, olhar para o passado e observar a história de um homem que viveu com garra, determinação, coragem e ousadia é “avançar com o triunfo em cada mão”. Olhar para a história de um homem que viveu e semeou a justiça é ter a certeza de que o nosso município “em cada geração será maior”. É assim que queremos lembrar sempre de Antonio Machado Melo, o ilustre filho da Terra da Ametista que trabalhou para que ela fosse uma “terra eternamente amada”, esse homem de incomensurável valor para nós batalhenses.
Raimundo Dutra de Araujo (Bidoca)
___________
Quando você tem filho, boa parte das pessoas aqui sabe bem do que estou falando, você se vira nos 30 para satisfazê-los. E eu sabia, desde sempre, que seria uma mãezona para o Lucas.
Só me ressinto de ele não ter três pessoinhas na vida dele: vovó Dedila, Vovô Machado e minha Corrinha. Quanta coisa poderia aprender com esses três, meu Deus!
Mas, dia desses, no afã de querer apressar o sono dele, resolvi contar uma história, daquelas inventadas, que saem de um susto. Da imaginação mais fértil. E, não me perguntem por que e nem como saiu pronta, mais ou menos assim...
Menino Machado, quando se aprende a contar...
“Era uma vez, um menino chamado Machado, que aprendeu os números contando os bois no curral. Todos os dias, muito cedo, seu pai o chamava para ordenhar as vacas. E pedia para ele separá-las pelas cores. Dez malhadas para a direita, seis brancas para à esquerda e quatro pretas lá atrás.
No meio da manhã, ele ia ajudar o Seu Antonio Bezin a levar o gado para pastagem. E lá no campo, uma nova lição. Aprendia a contar as espigas de milho, os pés de feijão, as ramas de melancia.
Já rapaz, o Machado demonstrava que era vivo pros negócios. Plantava os pés de carnaúba para depois contar o que comércio dela poderia lhe render. E bons frutos foram colhidos.
Homem feito, pode contar com alguém ao seu lado durante toda a vida. Uma mulher sem igual: Dedila. Certamente, a conta mais perfeita que aprendeu na vida!
O Machado também aprendeu a contar filhos. Foram 10. Cada um mais diferente que o outro. E no meio dessa filharada toda, foi aprendendo a fazer amigos, que não cabiam nos dedos da mão.
Os negócios, a política, as andanças... nunca aquele menino Machado podia imaginar que separar boi no curral podia levá-lo a contar votos. Muitos votos! Votos que o conduziram longe no cenário político do Piauí e encheram de orgulho uma Batalha inteira.
A Batalha de São Gonçalo, que ele tanto amou!”
Anucha Melo Bittencourt
Jornalista e Neta de Machado Melo
________________
________________
Caros familiares,
Compartilhamos as alegrias da família que neste dia, comemoram o centenário de nascimento do tão ilustre filho de Batalha – Sr. Antonio Machado Melo, homem que entrou para a história, por seu trabalho pela sua cidade e pelo exemplo de pai, amigo e cidadão.
Bem sabemos como a família deste grande homem se sente Regozijada em poder festejar tão importante data.
Sr. Antonio ao lado de sua esposa construiu uma família honrada e seus filhos levaram o nome de Batalha a algumas cidades do Piauí e foram mais distante como na Bahia onde aportaram o barco do trabalho.
Assim, nesta data, nos unimos a toda a família para render homenagens ao ilustre Antonio Machado Melo, um batalhense de valor!
Atenciosamente,
________________
O Sr. Messias de Andrade Melo e sua esposa Ana de Castro Machado, no ano de 1912 esperavam um filho. No dia 17 de agosto de 1912, nasceu o filho esperado. Eis que surgiu o nome Machado. Antônio Machado Melo. Todos ficaram contentes. As avós Maria Madalena e Lina Rosa, choraram de emoção, pois seu neto nascera sadio.
A Criança cresceu cheia de travessuras, imaginem só! Seu melhor lazer era jogar bola, mas sempre rejeitava ser goleiro por temer uma bolada, e conseguia com sua autoridade de criança. E os colegas aceitavam numa boa.
Com muito sacrifício, paciência e carinho sua mãe conseguiu botá-lo numa aula particular do Professor Ernesto. Mas que decepção! Em vez de estudar, fazia bolinhas com casca de banana e jogava no professor e nos colegas. Sempre a lembrança da bola lhe tirava a atenção da aula, mas a punição pela brincadeira foi forte. Seu mestre, com os óculos na ponta do nariz e palmatória na mão, o puniu de verdade. Ele se revoltava injustamente e mesmo sabendo das consequências que iam lhe surgir mais tarde, lá se foi, sem querer ouvir o professor. Ia raivoso mesmo.
Rapaz vaidoso e como qualquer um, naturalmente, frequentava festas dançantes e era muito admirado pela juventude, mas que rapaz sapeca se tornou! Vaidoso, chi... como era. Namorar, Santo Deus... era seu passatempo favorito, mas pra enganar as filhas alheias. Onde passava era flertando com todas elas.
Rapaz novo teve que enfrentar a vida. Perdera seu pai muito cedo e teve que trabalhar para ajudar sua mãe. Era corajoso e de um talento incrível. Muito pobre, tinha que desafiar o destino e vencer, não escolhendo profissão, pois para ele todas eram dignas quando se luta por um ideal. Então lá se ia de porta em porta, vender carga d'água lenha.
Seu irmão Clóvis, que morava em União, chamou-lhe para trabalhar com ele. Sua mãe concordou, não somente por saber que era para o bem estar do filho, com também por ser um motivo de proporcionar-lhe um futuro mais promissor. Em União, começaram a trabalhar como viajante, levando mercadorias para Miguel Alves, conseguidas pelo irmão, vindas de Parnaíba, através do Sr. José Narciso. Contudo, isto muito pouco durou, já que sua vocação era outra e ele estava disposto a partir em busca dela. Sendo um exímio conquistador deixara as paqueras com o coração aos pedaços.
De volta a sua terra natal instalou um comércio que lhe melhorou aos poucos. Foi comprando propriedades e delas colhendo a boa safra de Carnaúba, tucum e cereais em geral. Com estas atividades foi aos poucos criando e comprando criações de animais e progredindo consideravelmente, pois ele era homem de lutas e jamais se deixou vencer, nem mesmo pelo cansaço. Um rapaz pobre fez fortuna com seus próprios esforços. Pensando também nas necessidades dos outros, gesto muito bacana de sua parte, confiou seus negócios, inclusive o comércio, a várias pessoas, que hoje vivem bem, embora muitos não se lembrem desse gesto tão amigo e humano.
Porém, a vida foi lhe modificando, fazendo-lhe um cidadão que realizou a fase mais importante de sua vida: A Política. Foi prefeito de Batalha quatro (04) vezes, já foi deputado e continua sendo. Elegeu a prefeito de Batalha, com o seu prestígio político, os seguintes cidadãos: Salvador Quaresma de Melo, Aloísio Craveiro, sendo esse duas vezes eleito, Messias Freitas e por último, Humberto Tabatinga. Elegeu também, vice-prefeitos e vereadores.
Durante esta jornada, Machado Melo foi e é um herói, pois jamais perdeu um pleito político, embora nas batalhas mais árduas. Podemos chama-lo "Figura Máxima da política de Batalha e cidadão honrado". É precioso que se tenha coragem de dizer mesmo sendo adversário, que Machado Melo em termos políticos, com erros e acertos é a maior figura de nossa cidade. Pois foi e é, simplesmente um homem do povo e entregou-se totalmente a eles. Hoje, ele tem ao seu lado um amigo fiel, que lhe tem demonstrado amizade e é também possuidor de uma capacidade rara, sabe conquistar os amigos com amor e paciência, e é uma celebridade em pessoa: Sr. José Gomes.
Machado tem promovido um movimento incessante como: melhoramento da cidade e município, assistência médica, alimentação e condução para o pessoal da cidade e do interior.
O Casamento com Dedila iniciou-se quando Machado recebeu um convite para o Festejo de São Francisco, na Barra da Piracuruca. E, no seu automóvel, lá se foi. E quem surpresa o destino tinha lhe reservado naquele povoado: Lá estava uma donzela linda, que ao vê-la enamorou-se, Machado então pede ajuda a Lina Fortes, que prontamente o ajudou falando com os pais da moça, estes acataram o pedido, e a moça, Dedila Freitas, aceitou o pedido de namoro com um SIM. Noivaram no dia 15 de outubro e casaram-se no dia 06 de Janeiro de 1940. Como era a neta mais querida, sua avó Lina fez questão do casamento ser celebrado em sua residência e foram dois dias de festa. Seu tio Amaro, encarregou-se dos transportes onde levou os amigos. Foguetes anunciavam a festa, alambiques estavam por toda parte e a orquestra não parava de tocar.
OBS.: O Artigo cima foi escrito na década de 80, quando Antonio Machado Melo era Deputado Estadual do Piauí, na listagem falta ainda seu último mandato de Prefeito, o 5º de sua carreira.
Por Odisséia Sampaio, com dados obtidos a partir de uma entrevista realizada com Ana Deusa de Melo Vaz (Sinhá Melo).
______________
______________
Batalha Melhora na administração de Machado Melo
Foto: Inauguração da sede da Prefeitura Municipal, destaque para Hugo Napoleão e Machado MeloO Prefeito de Batalha, Machado Melo, vem procurando melhorar todos os setores de atividades do seu município. E para tanto, a partir de agora, a Prefeitura está contando com um novo prédio bem equipado e com maiores condições de trabalho, a Câmara Municipal de Batalha conta com um novo prédio, abrigando mais pessoas para presenciar as reuniões.
A Cidade conta com mais calçamento construído com recursos do município. O prefeito vem procurando melhorar toda a rede de ensino no município com convênios firmados com a secretaria da Educação ou mesmo com recursos do município.
A Parte médica, também, vem sendo melhorada. A Prefeitura mantém médicos no atendimento diário, inclusive com medicamentos para aqueles reconhecidamente pobres, na sede e na zona rural.
O Prefeito prestigiou a festa de seu colega de Joaquim Pires, indo em companhia de vários chefes políticos, bem como o presidente da câmara municipal, João Messias. Como se nota, há um grande entrelaçamento entre os prefeitos da região norte do estado.
Artigo Publicado em um Jornal Piauiense em Data Não identificada.
_________________
Machado Melo - O Homem de Batalha
"O Piauí ficou mais pobre", disse o Senador Freitas Neto, ao participar de uma solenidade póstuma em homenagem ao ex-prefeito de Batalha Machado Melo, na última terça-feira, no Plenário da Câmara Municipal de Batalha, minutos antes do enterro daquele que "representou, em vida, a história política do Piauí e de sua terra, e que muito contribui para o desenvolvimento da região norte do estado", conforme disse o deputado estadual Fernando Monteiro.
Quisera, no entanto, eu, falar algumas sobre o ilustre filho de minha terra, cujo testemunho, enquanto vivo, contribuiu sobremaneira para que desemperrasse e saísse do prelo, meu último livro "Sob as bênçãos de São Gonçalo, aspectos históricos de Batalha", o qual faço questão de, em homenagem póstuma, dedicar-lhe pelo muito o que contribuiu para a formação de jovens e adultos de nossa tão amada Batalha.
Antonio Machado Melo é descendente de uma geração de políticos que exerceram cargos de alta importância no Piauí. O Tio-Avô, José Amaro Machado, foi presidente da província do Piauí e Deputado Provincial. Antonio Guilherme Machado de Miranda, seu avô, foi intendente de Batalha, Deputado Provincial, Deputado Estadual e membro do Tribunal Especial da Província. O Pai, Messias de Andrade Melo, foi prefeito de Batalha, Deputado Estadual e Ministro do Tribunal de Contas do Estado. Outro irmão, Eudóxio Melo, exerceu importante influencia política na cidade de União, Baltazar Melo, também irmão, foi presidente da Caixa Econômica.
Para Batalha, o político Machado Melo reveste-se ainda após sua morte, no mais autêntico batalhense que, durante décadas, comandou as decisões mais importantes desta terra. Para uns, poucos oposicionistas, transformou-se num entrave ao desenvolvimento da cidade. Para outros, a grande maioria - uma legião de amigos, fãs, afilhados, admiradores, compadres e comadres, foi ele o maior desbravador do desenvolvimento socioeconômico e cultural da terra de São Gonçalo. Na área social, por exemplo, incontáveis benefícios alguns assistencialistas, porque à sua época era imprescindível: Creches, escolinhas, distribuição de enxovais, assistência à maternidade, dentre outros. Na área econômica, foi Machado Melo uma dos mais conceituados comerciante e agropecuarista de todo o norte piauiense, inclusive um dos maiores produtores de Cera de Carnaúba da Região. Na área cultural, o político Machado Melo empreendeu a revitalização da Biblioteca Padre Guimarães, a única da cidade, criou a Banda de Música do município e incentivou as festas de cunho religioso e de costumes folclóricos, reverenciando as manifestações culturais mais tradicionais de nossa Terra.
De seu casamento com Dedila Freitas Melo, que foi a "mãe dos pobres de Batalha", Machado Melo teve dez filhos, José Melo, Maria do Socorro (IN MEMORIAN), Antonio Machado, Clóvis Sobrinho, Amaro Melo, Paulo de Tarso, Ana Lúcia, Célio Augusto, João Messias e Jacqueline Melo.
Fica registrado a nossa homenagem ao grande amigo que tivemos em vida. Um homem que aprendemos a respeitar e a admirar e com quem mantivemos convivência agradável e de respeito mútuo.
Nas suas palavras de agradecimento, durante a solenidade na Câmara Municipal de Batalha, falando em nome da família, o filho José Melo, médico renomado que presta serviços na Bahia, disse: "quero agradecer, em primeiro lugar, a esta terra querida, que deu a meu pai a oportunidade de servir aos mais humildes e a ser vitorioso". E nós complementamos , nestas poucas linhas: "Morreu o homem. Os exemplos ficaram. Porque Machado Melo vai permanecer sempre vivo na memória de seu povo. Povo a quem serviu, como ninguém. E não são só os seus dez filhos que sentirão sua falta. São todos os batalhenses pobres e humildes, que sempre recorriam a Machado Melo e a quem ele, em vida, sempre teve como seus filhos. Sua família foi e sempre será os batalhenses que agora choram a sua morte e reverenciam sua memória".
Milton Martins Vasconcelos Filho - Miltinho
Artigo Publicado na ocasião do Falecimento de Antonio Machado Melo, em julho de 2001, em um jornal piauiense.




